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Andalucia Bike Race: a antecâmara da Cape Epic

O pequeno elemento novo do team tem carácter. Chega, impõe logo a sua lei e inscreve-nos na Andalucia Bike Race que terá lugar no mês de fevereiro. Fevereiro! Imaginas? Não, não imaginas, e nós também não podíamos imaginar.   Porque sim, uma vez ultrapassados os Pirenéus em direção ao sul, a terra torna-se mais árida, cada vez mais amarela e substitui progressivamente as nuvens e as gotas da chuva que caiam sobre nós com paixão. Fogo, sabe mesmo bem! Ele tinha razão, isto parece mesmo fixe. Oliveiras por …

O pequeno elemento novo do team tem carácter. Chega, impõe logo a sua lei e inscreve-nos na Andalucia Bike Race que terá lugar no mês de fevereiro. Fevereiro! Imaginas? Não, não imaginas, e nós também não podíamos imaginar.
 
Porque sim, uma vez ultrapassados os Pirenéus em direção ao sul, a terra torna-se mais árida, cada vez mais amarela e substitui progressivamente as nuvens e as gotas da chuva que caiam sobre nós com paixão. Fogo, sabe mesmo bem! Ele tinha razão, isto parece mesmo fixe. Oliveiras por todo o lado, um relevo montanhoso e um clima de sonho, nem muito quente, nem muito frio. Cheira-me que vai ser muito bom.
 
Quando chegaram a Cambil, a Sophie o Fred começaram logo a estadia por uma degustação de churros comprados numa roulotte nas Fiestas do Santo Cristo del Mármol. Enquanto o Vin e o Nico lambem o bigode e aquecem as pernas. Na realidade, ficámos surpreendidos com o cair da noite e não podemos andar mais de uma hora na véspera da ABR. Mas não se preocupem, comemos os famosos churros e preparámos umas sandes para a primeira etapa de 89 kms para 3000 m de D+ cuja fórmula é um segredo.
 
A partida/chegada faz-se em Jaén, cidade histórica situada no sopé das montanhas e também capital mundial do azeite. Mas isso agora não importa! Estamos aqui para mexer as nossas pernas branquinhas neste quadro atípico, com um sol magnífico. A elite mundial está presente na partida, a famosa Cape Epic em linha de fogo para muitos. Ou seja, não nos podemos distrair esta semana. Desde o início, as nossas previsões são confirmadas: aparafusam, soldam, zincam, como queiras… as duplas não têm tempo para se aborrecer na partida da prova.
O percurso afasta-se de Jaén em direção a uma reserva natural com panoramas sobre a Sierra Nevada, é magnífico mas temos mesmo de dar ao pedal! Nesta primeira parte da trilogia, o perfil não é muito plano mas as pistas dão para andar bem. É longo mas é bom para ativar os organismos e voltar a encontrar os indicadores técnicos. Começa bem, já merecemos um bocado de torrão!
 

 
Continuação das hostilidades (61 km para 2300 m de D+), sempre à volta de Jaén. Os organizadores tiveram o cuidado de preparar um circuito bem diferente do da véspera, apesar da partida/chegada ser igual. Está tudo muito bem pensado. A partida às 10h também é muito apreciável para a recuperação. Desta vez, atacamos um percurso mais montanhoso: o percurso do perfil tem duas longas lombas, nada monótono de facto. O tempo está enevoado mas sempre muito agradável, ainda suportamos muito bem os calções curtos. Hoje não vamos trabalhar para o bronze, mas temos mais dias para isso. Dominamos a cidade e os seus arredores várias vezes, andamos por caminhos mais íngremes e lúdicos e por fim mergulhamos no meio das oliveiras antes da chegada, estoirados! Do lado da corrida, o gang dos bigodes sobe devagar no geral… Mas esses pelos vindos de outros tempos não lhes confeririam uma força divina? A Sophie e o Fred também sobem e depois de alguns problemas na véspera, aproximam-se do top 5. É óbvio que as sandes ajudaram!
 

 
Já estamos no 3º e último dia em Jaén, o nosso objetivo é ir castigar e estamos ansiosos para nos divertir com este tempo magnífico. Relativamente ao circuito, apanhamos a mesma partida da véspera, mais a subida deixa rapidamente lugar a um lindo single técnico muito íngreme. Consta a lenda, que poucas equipas ousaram zangar-se aqui. Vamos em direção aos cumes que dominam a cidade, a vista está perfeitamente limpa. O ponto mais alto situa-se a 1600 m e continuamos a pastar nestes cumes magníficos sempre acompanhados por um panorama deslumbrante. Lá em cima, todos percebemos que podemos mesmo praticar bicicleta de montanha em Andaluzia. Alternamos entre carreiros técnicos pedregosos, caminhos lúdicos rápidos e pistas onde podemos andar mais. No fim desta etapa, deixamos Jaén, conscientes de que fizemos o mais difícil em termos de desnivelado. Amanhã, mudamo-nos em direção a Mancha-Real, anunciam-nos um terreno diferente…
 

 
De volta ao apartamento, mãos à obra, vamos embora. O grande desafio é conseguir pôr todos os champôs, secadores de cabelo e outros produtos cosméticos da Sophie nos veículos. Desafio superado de forma brilhante pela equipa e agradecemos à Topeak Joe Blow Mountain por nos evitar de levar o compressor.
 
Na manhã seguinte, realizamos que as informações dos organizadores estavam certas. Mancha-Real é uma pequena vila perdida no meio deste mar de oliveiras, é mesmo impressionante… etapa do dia: 50 km, é a mais curta da prova, mas mesmo assim com 2000 m de desnivelado. Irá notar que alternamos de forma inteligente uma etapa longa com uma etapa um pouco mais curta. No entanto não há etapas de descanso e é sempre a fundo apesar dos esforços dos dias anteriores. Esta etapa de transição continua a ser uma grande parte desta edição! A lomba final com um cerca de 12 km é o juiz de paz do dia, seguida por uma descida muito íngreme. Mais uma vez, a vista é deslumbrante. Uma etapa lindíssima, num quadro sempre muito exótico…
 

 
Agora, direção Córdoba! O Fred e a Sophie não querem sair de Jaén antes de visitar o centro de traumatologia. De facto, há uns dias que a Sophie sofre do pulso e o Fred em parceiro perfeito acompanha-a. Felizmente não tem nada partido, a radiografia dá-nos luz verde para continuar a aventura.
 
Migração feita e bem instalados no alto da cidade, vamos rapidamente para a cama porque a sequência de etapas começa a pesar nos nossos organismos. Amanhã será o penúltimo episódio: 85 kms e mais de 1985 de D+. Pelos vistos as diferenças deverão ser importantes no momento da chegada.
 
O ambiente de Córdoba é claramente diferente de Jaén e Mancha-Real. Aqui não há oliveiras mas uma floresta, a terra é muito seca e com muitas pedras; terreno muito parecido ao que podemos encontrar no Sudeste de França, perto de Aix en Provence por exemplo. Muitas pistas únicas, subidas curtas e íngremes, é uma boa brincadeira mas muito exigente fisicamente. O tipo de circuito que exige muita concentração e esforços, mas que é muito lúdico. Tudo isto acontece com um sol magnífico e temperaturas cada vez mais quentes aproximando-se dos 25 ºC, ou seja ninguém está com pressa de regressar a França.
 

 
Balanço desta 5ª etapa, um lindo dia para o team, A Sophie e O Fred chegam ao 3º lugar do geral misto enquanto o Vin e o Nico aproximam-se do top 20 da classificação geral scratch. Desempenhos que provam que o Steph, o acompanhante todo terreno cuida bem dos seus protegidos, e alimenta-os com paixão.
 

 
Por fim, para o último dia « só » estão anunciados 56 kms, mas temos de ter cuidado para não estragar tudo agora. Os caminhos continuam a ser tão agradáveis como os da etapa de ontem. Quando saímos da cidade, uma primeira subida trialisante lança a corrida e as 2 equipas dão tudo! Evoluímos nas alturas de Córdoba, num ambiente claramente privilegiado para a prática de BTT. Após um meio de etapa bastante rápido, os últimos 15 quilómetros são mais íngremes e concluem maravilhosamente esta bela etapa. O Vin e o Nico, bem posicionados, são castigados pelos Deuses do bigode e sofrem um problema mecânico ultrapassado de uma bela maneira porque não vão perder nada no geral: os dois compadres acabam a prova em 21º lugar! A Sophie e o Fred acabam muito bem, são os segundos da etapa e sobem ao pódio final na categoria mista. A camisola de leader foi arduamente disputada nos homens durante a semana toda. Finalmente foi a dupla Topeak Ergon Alban Lakata e Kristian Hynek que ganha com 5 minutos de avanço sobre os portugueses Tiago Oliviera e David Serralheiro. As suíças Esther Suss e Milena Landtwing ganham a classificação feminina após terem dominado largamente as 3 primeiras etapas.
 

 
A estadia acaba entre pilotos, organizadores e acompanhantes no Sojo Ribera, um bar no último andar de um edifício no coração de Córdoba. Partilham-se umas cervejas na alegria e com boa disposição. No dia seguinte, estamos bem decididos em aproveitar até ao fim deste lugar, e é com um sol radiante que aproveitamos ao máximo do dia de Sábado. Dedicado à visita da cidade andaluz, com a sua mesquita-catedral que nos permite admirar Córdoba, uma cidade importante de Andaluzia. Enquanto passeávamos na cidade e comíamos as especialidades locais, não conseguimos evitar de comum acordo de fazer os primeiros planos para a próxima edição porque a semana foi mesmo muito agradável.
 
 

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